Descubra Como o Crédito Habitação Está a Moldar o Mercado Imobiliário em 2024

Em abril de 2024, o panorama do crédito habitação em Portugal revelou algumas nuances interessantes. Segundo os mais recentes dados do Banco de Portugal, o total de crédito habitação concedido a particulares, que inclui tanto os novos empréstimos como os antigos, observou um incremento, atingindo 99.159 milhões de euros. Este valor é superior ao mês anterior, mas curiosamente inferior ao volume registado no mesmo período do ano passado, que alcançava 99.640,1 milhões de euros.

A análise detalhada revela que este é o quarto mês consecutivo em que a taxa de variação anual dos créditos para habitação registra aumento, apesar de permanecer ainda em valores negativos. Abril de 2024 marcou um decréscimo de 0,4% em relação ao ano anterior, contrastando com a queda de 0,6% em março. Esta tendência sugere um ajuste gradual no mercado, ligado indiretamente às subidas recentes das taxas de juro diretivas estabelecidas pelo Banco Central Europeu.

Curiosamente, o valor mais alto do stock total de empréstimos para habitação foi verificado em setembro do ano anterior, marcando 99.192,4 milhões de euros, enquanto o pico ocorrido em dezembro de 2022 foi consideravelmente mais alto, com 100.301,4 milhões de euros. Desde então, tem-se observado uma tendência de recuo nos valores totais, um movimento em paralelo com incrementos nas taxas Euribor, que afetam diretamente as prestações do crédito habitação.

Além dos empréstimos para habitação, o Banco de Portugal destaca que o montante total de créditos a particulares, englobando também empréstimos ao consumo e outros fins, realimentou o crescimento neste período, sinalizando uma recuperação econômica que se desenha lenta mas constante. Em abril de 2024, houve um incremento substancial nas concessões para o consumo que atingiram 21,6 mil milhões de euros, refletindo um aumento de 6,2% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Estes indicadores são fundamentais para entender como o mercado imobiliário e os fenómenos econômicos associados estão se comportando num contexto de alterações macroeconômicas. A capacidade dos consumidores em responder às mudanças nas condições do mercado, bem como o papel dos bancos na moderação ou incentivo ao crédito, são elementos chave para antever tendências futuras.

Continua então essencial para investidores, compradores de primeira viagem e políticos manter uma atenção às dinâmicas do crédito habitação e seu impacto a longo prazo.