Os ministros da Saúde e da Coesão Territorial assinaram esta terça-feira contratos para a construção de novos centros de saúde e a requalificação de unidades existentes, num impressionante investimento de cerca de 70,2 milhões de euros, integrado no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, e o ministro Adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, delinearam os termos para a edificação e modernização de 68 centros de saúde. Este é apenas um fragmento do plano maior que contempla 124 novos centros, com um financiamento total de 272,8 milhões de euros, e a revitalização de 347 unidades já existentes, estimada em 274,9 milhões de euros.
Os contratos agora assinados abrangem 68 projetos localizados nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, envolvendo 33 municípios e três entidades do Serviço Nacional de Saúde, nomeadamente, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano e Unidade Local de Saúde da Lezíria.
Na cerimônia realizada no auditório do Infarmed, Lisboa, marcaram presença várias individualidades, evidenciando a importância deste ambicioso projeto, que promete revolucionar o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde primários em Portugal.
Segundo os ministros Ana Paula Martins e Manuel Castro Almeida, o PRR não só visa o financiamento de inúmeros investimentos e reformas na área da saúde, mas também enfoca a descentralização, uma medida recentemente completada e que promete agilizar ainda mais o sistema.
Castro Almeida apelou aos autarcas pela mesma diligência na realização das obras, sublinhando a importância de cumprir prazos face às restrições de contratação pública. Destacou, ainda, que o novo impulso dado pelo PRR foi astutamente planeado pelo governo anterior, reforçando a visão de continuidade e eficácia na gestão pública.
Finalmente, a ministra da Saúde sublinhou a importância deste grande e necessário impulso nos cuidados primários, nos cuidados continuados e paliativos, bem como na saúde mental e na transição digital, visando uma abordagem preventiva e mais próxima das comunidades.