Os proprietários do centro comercial Stop, no Porto, estão a tomar iniciativas ambiciosas para reabilitar o espaço, transformando parte dele num vibrante coworking cultural. Esta medida foi confirmada por Ricardo Valente, o vereador com o pelouro da Economia da Câmara do Porto, durante uma reunião do executivo municipal.

A ideia é renovar internamente o centro, adaptando-o para se tornar um hub de criatividade que poderá atrair jovens profissionais e criativos da cidade. Este projeto surge como uma resposta inovadora para revitalizar espaços que anteriormente possuíam uma função puramente comercial, integrando-os numa nova dinâmica cultural da cidade.

A intervenção no Stop inclui a criação de áreas destinadas ao coworking no piso superior, que já contém um espaço multiuso. No mesmo patamar, a Câmara do Porto pretende assumir a responsabilidade pelas duas salas de cinema que, segundo Rui Moreira, presidente da Câmara, encontram-se em excelentes condições. Esta medida garantirá que estes recursos valiosos continuem disponíveis para o público.

Contratempos como litígios entre os proprietários do centro e do terreno adjacente têm adiado algumas decisões críticas, como a necessidade de criação de uma saída de emergência alternativa, que pode exigir a adaptação de outras áreas comerciais do centro.

Rui Moreira expressou optimismo quanto à resolução das questões legais pendentes, indicando que a resolução permitirá seguir em frente com novos projetos e melhorias que beneficiarão a comunidade. Ele enunciou possível solução passando pela realocação de uma ou duas lojas, permitindo assim a criação de uma saída de emergência mais funcional.

Adicionalmente, Pedro Baganha, vereador com o pelouro do Urbanismo, salientou que a equipa projetista já foi contratada para desenvolver o projeto de reabilitação da Escola Pires de Lima – local disponibilizado para os músicos desalojados, garantindo que os planos estão a ser desenvolvidos de forma cuidadosa e estratégica.

Este projeto de reabilitação é observado com grande interesse pelo município do Porto e pela comunidade artística, ansiosos por ver a transformação do Stop num polo cultural que promete revitalizar a área e criar novas oportunidades para artistas e criativos da cidade. O centro comercial, com forte ligação às artes, teve que enfrentar desafios significativos no passado recente, mas reabriu suas portas, mostrando a determinação e resiliência da comunidade e dos proprietários.